sábado, 16 de abril de 2011

vida

engraçado
quanto mais eu vivo
menos eu escrevo
estranho perceber o quanto eu escrevia antes sob essa perspectiva

sábado, 9 de abril de 2011

Ósculo

Como pode algo tão bom viciar-me?
Mas não o são todas as drogas, afinal?!
A proibição, suponho, talvez dê mais adrenalina
E a privação cotidiana, mais valor
Não importa!
Um mero toque já me joga o autocontrole aos ares
Desperta meus demônios do passado
Meus desejos (não mais) escondidos do coração

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sexta-Feira ou Música de Saída (para uma vida)

Não durma, apesar do cansaço;
Nçao chore, apesar da(s) saudade(s);
Hoje nós escapamos.
Continue respirando, Julieta.
Pegue todas as suas coisas
e vamos antes que nos peguem.
Quero que todas essas regras e sabedoria
os sufoquem.
Hoje nós escapamos.
Continue respirando.

Novo

E grito ao mundo todo,
porque quem não deve não teme.
O mundo é cego, surdo e mudo,
macacos à procura de estarem certos.
Não de viver bem, não de respeitar os outros.
Enquanto isso não melhora,
vou levando assim,
que o acaso é amigo do meu coração.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Reflexo no Espelho

PARTE I ou EGO

Olha para seu reflexo no espelho, filho
Seus olhos multicolores
Seu nariz fino e comprido
Seu cabelo escuro
Seu nome
"Leproso", né?!
É...
Pode chorar, filho, não tem problema
Só não me escreva uma carta de despedidas
_,,_

PARTE II ou REALIDADE

Seu reflexo continua aí, né, filho?!
Seu reflexo no espelho quebrado
Num banheiro cheirando a produtos de limpeza
E o tique-taque incessante do relógio desregulado
Desregulado
De tanto ódio a pele até queima, né?!
É...
Eu já disse: pode chorar, não tem problema
Só não aperte este gatilho aí...
_,,_

PARTE III ou O REI LEÃO

Olhe pra mim agora, filho
E lembre-se de quem você é
Lembre-se do seu passado
Não me desaponte agora, Simba...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Gotas

- Chora, filho
chora...
e as gotas de chuva misturavam-se às lágrimas de uns e de outros, como se quisesse apagar levar embora sumir com todo o sofrimento. Como quisesse diluir o sofrimento como faz com o sal das lágrimas.
e, novamente, as gotas, desta vez do mar, separam-se. O mar abriu-se no meio e nada há que possamos fazer. O bolo, antes massa homogênea de açúcar farinha ovo, agora tem seus pedaços cortados.
- Chora, coração, deixe que a cabeça pensa outro dia. Chora até dormir de cansaço...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ridiculamente Estranho

Ei, chuva de verão,
Não vá-te embora.
Tua simplicidade me fascina,
nossa semelhança me assusta.
Não vá-te embora,
chuva de verão.
És refresco pra minha alma,
tímida e pesada (plúmbea, até).
Te conheço há (pouco) tempos,
chuva de verão,
mas não vá-te embora.