domingo, 21 de agosto de 2011

And Sundays bring me that old, known sadness that I don’t even like to think about, but I can’t help it. It’s me again, knocking on my medicine’s door. I’m still missing you and it hurts a lot…

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Conto dos Três Irmãos

Era uma vez o garoto que não sabia amar. Precisava de algo pra sustentar sua vida nesse cosmos. Escolheu o poder. Que não satisfaz. Que é bolo de isopor, lindo, mas não alimenta. Que quando se tem, todos vêm ao seu encontro, mas que quando se perde, perde-se tudo.
E era uma vez o garoto que só sabia amar. E amou, amou, amou. E errou, errou, errou, por não ter o seu amor. E sofreu, sofreu, sofreu, porque perdeu o amor que nem dele era. Mas ele ainda amava. E lutou, lutou, lutou contra ele mesmo, contra suas memórias, contra sua angústia.
E era uma vez o garoto que não queria nada e viu-se obrigado a fazer tudo. E, com amor, venceu.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cotidiano

Era eu um poeta;

sentado na mesa d’um refeitório,

com pouco café na xícara.

Tomei o café.

Faça o que se faça,

Diga o que se diga;

estou cansado desta farsa,

estou cansado desta sina

de poeta

com pouco café na xícara

sábado, 9 de julho de 2011

Hurt

"I will let you down
I will make you hurt."

O grande problema da Disney

é que, apesar das valiosas lições que podemos tirar dela,
ela nos ensina
(coitada, tão ingênua)
que a Bela pode curar a Fera
que a gente pode escolher ficar na Terra do Nunca
e que a gente vai ter alguém pra ficar com a gente
feliz para sempre.

Perto Demais

Porque amor não é o bastante?

Loucura

Fui ao psiquiatra anteontem
não sei se sou louco
acho que ser seria uma boa desculpa
acho que sou só carente

Acho que o funcionamento do nosso cérebro é de tal forma complexo que um trauma de infância, como ter os pais brigando na cozinha, causa marcas tão profundas na mente de uma criança de nove anos, que essa criança, mesmo após quase dez anos passados, não consegue se contentar com relacionamentos fúteis e efêmeros e busca tão fortemente um amor profundo (que talvez nem exista) que sofre e, pior ainda, faz os outros a sua volta sofrerem também. Essa criança de nove anos criou uma parede (né, Pink?!) tão dura e rígida que não se permitia muitas coisas, mas isso uma hora explode. EXPLODE. Eu preciso de amor e carinho e nunca ninguém, não sei porque - não sei se sou chato, feio, pobre, me visto mal, sou violento, talvez rude, quem sabe muito direto -, me amou. E quando alguém me ama, me faz acostumar com isso e de repente me tira o que há de mais valoroso na minha vida inteira, que é esse amor, o que se espera que eu faça? O QUE SE ESPERA QUE EU FAÇA? Alguém pode dar algum sinal de entender o que eu digo? Não sei se vou conseguir ficar no "só amigos". Realmente não sei. Mas eu preciso desse amor de volta. De verdade. Sob quaisquer condições.
Uma hora a gente tem que desabafar com clareza, não tem?...