PARTE I ou EGO
Olha para seu reflexo no espelho, filho
Seus olhos multicolores
Seu nariz fino e comprido
Seu cabelo escuro
Seu nome
"Leproso", né?!
É...
Pode chorar, filho, não tem problema
Só não me escreva uma carta de despedidas
_,,_
PARTE II ou REALIDADE
Seu reflexo continua aí, né, filho?!
Seu reflexo no espelho quebrado
Num banheiro cheirando a produtos de limpeza
E o tique-taque incessante do relógio desregulado
Desregulado
De tanto ódio a pele até queima, né?!
É...
Eu já disse: pode chorar, não tem problema
Só não aperte este gatilho aí...
_,,_
PARTE III ou O REI LEÃO
Olhe pra mim agora, filho
E lembre-se de quem você é
Lembre-se do seu passado
Não me desaponte agora, Simba...
sexta-feira, 25 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Gotas
- Chora, filho
chora...
e as gotas de chuva misturavam-se às lágrimas de uns e de outros, como se quisesse apagar levar embora sumir com todo o sofrimento. Como quisesse diluir o sofrimento como faz com o sal das lágrimas.
e, novamente, as gotas, desta vez do mar, separam-se. O mar abriu-se no meio e nada há que possamos fazer. O bolo, antes massa homogênea de açúcar farinha ovo, agora tem seus pedaços cortados.
- Chora, coração, deixe que a cabeça pensa outro dia. Chora até dormir de cansaço...
chora...
e as gotas de chuva misturavam-se às lágrimas de uns e de outros, como se quisesse apagar levar embora sumir com todo o sofrimento. Como quisesse diluir o sofrimento como faz com o sal das lágrimas.
e, novamente, as gotas, desta vez do mar, separam-se. O mar abriu-se no meio e nada há que possamos fazer. O bolo, antes massa homogênea de açúcar farinha ovo, agora tem seus pedaços cortados.
- Chora, coração, deixe que a cabeça pensa outro dia. Chora até dormir de cansaço...
Tem mais ou menos a ver com
Cotidiano,
Prosa,
Reflexão,
Sobre outros
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Ridiculamente Estranho
Ei, chuva de verão,
Não vá-te embora.
Tua simplicidade me fascina,
nossa semelhança me assusta.
Não vá-te embora,
chuva de verão.
És refresco pra minha alma,
tímida e pesada (plúmbea, até).
Te conheço há (pouco) tempos,
chuva de verão,
mas não vá-te embora.
Adaptação
[...]
Eu já sei, pai, tudo que está me dizendo.
O problema é você, agora, pai.
Cale-se, pai, a fim de me escutar.
E entenda "que o novo sempre vem".
E o novo ultrapassa o velho.
Cale-se agora, pai, e me veja trabalhar.
Deixa ser quem sou, quando sou e porque sou.
Tem mais ou menos a ver com
Baseado em alguma coisa,
Cotidiano,
Poesia,
Reflexão
Da Dissertação ou Do Manifesto
No pensar e no escrever cabem as infinitas nuances do pensamento humano. Cabe, no estilo literário da dissertação, um caminho (dito) racional para indicar a (dita) melhor solução para o conflito do texto. O dissertante incumbe-se, ou pelo menos, finge, trabalhar racionalmente o assunto.
Mas isso não acontece. Simplesmente não. O dissertante, maquiavélico sofista, na verdade deseja persuadir, manipular, convencer e, muitas vezes, até enganar seu leitor. A dissertação é vista como o mais referencial dos textos argumentativos, perdendo em objetividade apenas para a notícia de jornal, mas é justamente este o perigo. A dissertação nada mais é que um manifesto mascarado. Nas entrelinhas das dissertações, escondido entre os pingos dos is e os traços dos tês, ouve-se os fantasmas de Marx e Engels sussurrando: "Proletários do mundo todo, uni-vos!".
sábado, 29 de janeiro de 2011
Liberta-te, mente!
Liberta-te, mente, da prisão em que habita
Liberta-te do ódio que têm os outros por essa cela
Liberta-te, anda, que te esperam os louros da glória
Liberta-te, por favor, antes que enlouqueça nesta solitária
Mas espera, mente, como vais escapar de sua pena
Existe tua presença no metafísico sobrenatural?
Ou está fadada à permanência incondicional em sua cela?
Se te libertares, serás sangue e miolos e pólvora, respingados na parede.
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