E é só isso.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Realidade [2]
Bem poderia eu viver a realidade. Aquela, de todo mundo. Não a minha. É quase como se a realidade fosse relativa ao observador. Quem sabe não é...
Talvez, com a realidade, eu vivesse melhor. Como se minha vida até o momento fosse tão conceitual que me induzisse a uma não-humanidade.
Talvez seja por isso o let me out of here cantado em backing vocal e quase imperceptível. Talvez eu queira me desconfinar da prisão que me é o meu próprio EU. Talvez por isso os sangrentos desejos de morte. Minha morte. "Morre o homem e nasce o super-homem", diria Nietzsche. Acho que não. Eu quero é matar o meu super-homem. Como disse antes, essa não-humanidade me aflige.
Talvez a minha felicidade seja mesmo isso. O governo não falar por mim e eu ter uma vida quieta. Um aperto de mão de monóxido de carbono.
Tem mais ou menos a ver com
Baseado em alguma coisa,
Prosa,
Reflexão
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Eu só aceito com uma condição
- Eu te falei, não te falei? Falei que ia dar tudo errado. Você não me ouve. Nunca me ouve. Me fere os sentimentos. Viva como eu te digo; qual é o problema?
- O meu problema é que eu sou eu, e não sou você. Se eu fosse você, viveria a sua vida.
- Mas você sabe que pode dar errado se não fizer como eu te disse...
- Você dizer não vai me tirar a responsabilidade de tocar minha própria vida.
- Tá bom, então. Mas eu só aceito com uma condição.
- Qual?
- Te ter só pra mim.
A filha abre a boca, mas a mãe fala antes dela:
- Eu sei que não é assim, mas deixa eu fingir. E rir.
_,,_
"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te
Ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."
Ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."
Tem mais ou menos a ver com
Baseado em alguma coisa,
Mariânicos,
Prosa
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Vivo
Me parece ridículo, mas...
só escrevo o que sinto
e só sinto o que vivo
e só vivo
simplesmente vivo
Explícito
- Eu preciso te dizer uma coisa. Eu sei que pode soar estranho, é por isso que eu te trouxe aqui pro canto sem ninguém perceber. O fato é que eu gosto de você. É. Simples assim.
E a partir daquele ponto, o garoto divagara infinitamente à noite, em sua cama, porque sabia que qualquer resposta que ele colocasse na boca dela tinha uma possibilidade de existência, mas também sabia que sua impotência em prever o futuro não o ajudaria a saber o que ela falaria e essa dúvida o levava a uma angústia incrível.
E a garota? Nem se importava e vivia sua vida normalmente.
Algumas imagens assombram a minha mente
Queria eu ter esse toque suave
esses sorrisos (para mim)
recheados de terceiras intenções
esses dedos nos meus
a alegria de estar comigo
...
O momento do tiro
Despetale as flores de sua vida
Rasgue sua própria carne e pele com suas unhas roídas
Fira seus próprios olhos com as imagens que te assombram
Morre, infeliz!, como se nunca tivesse vivido,
porque o morto que já viveu teve história pra contar.
VOCÊ NÃO!
Não tem história, queridinho, não teve amor na sua vida.
Foi capa de estopa, saco vazio que não parava em pé.
Era feliz, era?
Era nada, que inteligência é quase antônimo de felicidade.
Sofre, pobre diabo, porque...
porque...
porque sim, ué.
Quem mandou nascer? O viver é sofrimento.
Sofre! Não tem direito a uma vida feliz, não...
quem te disse isso?
Deixa que eu te olho
e te vejo sorrir
no momento do tiro
Tem mais ou menos a ver com
Baseado em alguma coisa,
Cotidiano,
Poesia,
Reflexão,
Teatro
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